Célebres e celebrações são doces como açúcar, e tão duradouros quanto.

•Dezembro 19, 2009 • Deixe um Comentário

É essa a zuada que sussurra no meu ouvido.
Essa harmonia gritante espanta e acalma.
O vulto de consciência que remanesce.
Meus gritos me chamams, me encontram e me reconhecem.
Minha sorte é meu tempo; meu medo é minha loucura.
Meus traços se percorrem só.
Minha cadeira se agaixa e se queixa.
Aceite que o joelho da minha dor se perde num ruído branco.
Faro, farelo.
Moça imaculada.
Madeixas.
Todo espanto, todas as queixas e choros e lágrimas.
Tempo ganho e perdido.
Bolsa cheia, bolsa vazia.
Os focos turvos carecem de espelho fantástico.

Magia se vence com magia

•Dezembro 19, 2009 • Deixe um Comentário

Não seria fácil esquecer
De que para em algo pensar
Melhor ainda será
Achar mais algo a fazer.

A Saga do Ego

•Dezembro 19, 2009 • Deixe um Comentário

A Saga do Ego retrata uma história comuma todos os seres conscientes de sua consciencia. O enredo evolui num reino que não é real nem imaginário, e cujo soberano é, na verdade, uma criatura que luta pela alforria de seu criador, protegido pelos quatro imbatíveis temores. Serão o tempo, a loucura, a sorte e a maldade páreos para nosso aspirante a herói?

Justiça (ii)

•Dezembro 18, 2009 • Deixe um Comentário

A única razão pela qual o homem necessita da justiça se deve à necessidade da disputa, atrelada à consciência da própria existência da disputa. Se removêssemos tanto a inevitabilidade das disputas (naturais e não-naturais)¹ quanto a consciência de sua factualidade, então estaríamos, inevitavelmente, tornando a justiça uma mera abstração totalmente obsoleta.

¹: As disputas naturais relacionam-se com a physis enquanto as não-naturais com o nomos.

Odinário, mas feliz.

•Outubro 23, 2009 • Deixe um Comentário

Os mais saborosos vinhos nem as mais cheirosas ervas. Nada disso completa um homem. Por que o gozo legítimo e integral da nossa raça só é obtido por humanidades.
     A fúria, o amor, a compaixão, o medo e tudo mais que nos constitui na soma de nossos momentos não são os elementos fundamentais. Ele são consequência de nossas relações com tudo que experimentamos enquanto seres conscientes. Nós somos, sim, a coleção dessas relações, a cada momento.
     O que queremos ser, o que não queremos, nossos valores etc. são exemplos das marcas dessas relações sobre nós. A forma como absorvemos e armazenamos informações serve simplesmente como um filtro do que marca nossa noção da vida. A partir daí julgamos como devemos fazer para viver da melhor forma que conseguirmos.
     Todavia, as relações nas quais somos submetidos quando encaramos o mundo são sempre tão voláteis que parece não haver um padrão a seguir. Mesmo assim, por mais difícil que pareça, alguns simplesmente conseguem atingir uma realização plena e, assim, serem felizes. A partir de características recorrentes no grupo de pessoas potencialmente mais felizes, determina-se como as gerações posteriores deveriam proceder, segundo seus antepassados, a fim de juntar-se a esse seleto conjunto.
     De um ponto de vista menos eufêmico (?), contudo, podemos caracterizar pessoas felizes como ordinárias, dados seus devidos tempos e espaços. Aqueles que, a longo prazo, obtiveram mais sucesso em contribuir com o nível de felicidade global (dado que a felicidade de duas pessoas será mais importante que a de apenas uma, e assim sucessivamente) não alcançaram a plenitude emocional convencional.
     Eles costumavam estar, de acordo com os registros, sempre inconformados e isolados das problemáticas comuns aos seus semelhantes. Isto não significa, de forma alguma, que a recíproca é verdadeira. Mas talvez signifique que a busca da felicidade é tão patética quanto tentar enxugar uma pedra de gelo. Talvez, ainda, tudo seja bem mais simples do que se pensa: sem pressa, culpa ou arrependimentos.
     Na verdade, não consigo enxergar nenhuma ligação funcional entre o grupo de indivíduos plenamente felizes e qualquer coleção de características, habilidade ou experiência deles (O que não quer dizer que essa relação inexiste).

Conto X: parte II

•Outubro 23, 2009 • Deixe um Comentário

Acordei às 23:30. Tudo já estava pronto,como deveria ser. Choveu durante toda a noite, até que a lua se escondeu. Mais uma noite sob aquela aflição serena; nada a fazer e tanta coisa a ser feita. Vesti-me e agasalhei-me para ir lá fora. Alguns pássaros já cantavam e eu esperava por algo que me permitisse estar mais próximo dos meus semelhantes.
     Brinquei com meus pés, imitei o som de alguns bichos e até pensei em sentar um pouco, mesmo com toda aquela ansiedade. Assim que o veículo chegou subi nele sem pressa e dei uma boa olhada nos lugares vagos. Era hora de fazer uma escolha, afinal. Para me ajudar, impus-me algumas restrições, e mais uma, e outra. Tudo num brevíssimo intervalo de tempo, quase automaticamente, enquanto andava em direção aos últimos assentos com a mochila sobre apenas um ombro e o pescoço um pouco curvado. Meus passos eram lentos e curtos, mas por não ter o tempo do mundo e por não ter que levar tão a sério assim aquela decisão, escolhi de forma arbitrária entre as duas posições que me pareciam mais apropriadas.
     Após algum tempo de viagem percebi o quão melhor a minha escolha não havia sido. Embora aquele não fosse o pior dos lugares, optei justamente por viajar com o rosto voltado para os dois sols.

Offblog I

•Setembro 12, 2009 • Deixe um Comentário

Me sinto desmotivado e inferior. Meu comportamento não me parece coerente e minhas escolhas parecem ser tão precipitadas, egoístas, superficiais e imediatistas quanto meu jultamento a respeito das situações e das relações nas quais estou submetido todo dia. Talvez por que uma coisa seja consequência da outra. Talvez não.
No momento, todas as minhas buscas externas se cessaram, incluindo as pessoas, ambientes e atividades cotidiantas nos quais desejo envolver-me. Sinto que jamais econtrarei-lhes enquanto não encontrar-me a mim mesmo. Nada será plenamente satisfatório ou apaziguador quanto eu deseje enquanto houver vazio interior. Consequentemente, quando tudo se encaixar por dentro, tudo que por fora é compatível há de se revelar.
Cabe a mim, portanto, localizar os pontos fracos da minha plenitude espirital e remediar minha existência. Devo reparar o que precisa de conserto, desenvolver o que se mostra débil e podar as arestas podres no que diz respeito à auto-satisfação plena e pura.
Nesse sentido, sei que preciso não só aprender a cumprir minhas obrigações. Devo buscar o prazer em fazê-lo. Sei também que preciso afastar-me de vícios tolos, que anulam o tempo útil de vida. Sei que preciso expandir-me. E presumo saber, por fim, que não devo me apegar ou reter em pormenores supérfluos em demasia, ao mesmo tempo que devo viver cada detalhe intensamente, aceitando a felicidade em sua forma mais límpida (isto é, como ela se apresenta).
O tempo que engole a paciência e alimenta a ansiedade me aflinge de forma não saudável. A falta que sinto de um guia espiritual compatível com meu modo de vida e com minhas expectativas às vezes chega a ser insuportável. Odeio me sentir um coadjuvante.

Novo mundo

•Setembro 12, 2009 • Deixe um Comentário

A vontade, ou o querer, divide-se em duas espécies, que distinguem-se por sua “tangebilidade”. São chamados, assim, de vontades tangíveis ou intangíveis. Cabe à primeira classe desejar algo ao alcance daquilo que lhe é possível (não necessariamente permitido, mas factível). Já na segunda classe está aquilo no qual não sabe-se (e, portanto, acredita-se) que é possível (ou realizável de qualquer forma). Ambos são autênticos do ponto de vista empírico, e podem até ser similares em intensidade. Além disso, ao logo de nossas vidas estamos constantemente expostos ao processo de ver vontades intangíveis se tornarem tangíveis. A este processo dá-se o nome de aprendizagem.

Ser Jesus

•Setembro 11, 2009 • Deixe um Comentário

Segundo Kant, a vontade dos homens é regida por suas inclinações que, por sua vez, são determinados por imperativos. Estes últimos dinstinguem-se em três. O primeiro deles, e o mais comum dentre nossas ações, classifica-se como hipotético. De acordo com este, agimos para alcançar um determinado objetivo; nossas ações são tão boas quanto os resultados que obtivermos. Assim, um brilhante médico e um brilhante ladrão não são diferentes no que diz respeito à qualidade de suas ações. O segundo deles, e por muitos mais louvável que o primeiro, classifica-se como categórico. Este imperativo diz que preferimos agir da forma mais moral não pelas sujeitações que nos seriam consequentes, mas pela própria inclinação. Dessa forma age um homem que, mesmo sabendo que sua palavra passaria a ser duvidosa caso mentisse e sua mentira fosse revelada, prefere não mentir por outros juízos de valores baseadas em intuição (e não em princípios). A terceira e última classificação de um imperativo é o assertótico. A partir deste, as ações são projeções e projetoras de máximas universais, que devem reger o comportamento de todo ser racional moralmente coerente. Um conhecido exemplo para identificar em alguém um comportamento regido pelo terceiro tipo de imperativo seria o filho do Deus católico, outro exemplo seria o próprio Budda.

Sinestesie-se

•Setembro 8, 2009 • Deixe um Comentário

Ora, a moralidade é a única condição que pode fazer de um ser racional um fim em si mesmo, pois só por ela lhe é possível ser membro legislador no reino dos fins. Por isso, a moralidade e a humanidade enquanto capaz de moralidade são as únicas coisas providas de dignidade. A destreza e a diligência no trabalho têm um preço venal; a argúcia de espírito, a imaginação viva e as fantasias têm um preço de sentimento; pelo contrário, a lealdade nas promessas e a benevolência fundamentada em princípios (e não no instinto) têm um valor íntimo. A natureza, tal como a arte, nada contêm que à sua falta se possa pôr em seu lugar, pois que o seu valor não reside nos efeitos delas derivados, na vantagem e utilidade que criam, mas sim nas intenções, isto é, nas máximas da vontade, sempre prestes a se manifestar dessa maneira por ações, ainda que o êxito não as favoreça. Tais ações não carecem de nenhuma recomendação de disposição ou gosto subjetivos para as olharmos com imediato favor e satisfação; não carecem de nenhuma tendência ou sentimento imediato; apresentam a vontade, que as realiza, como objeto de um respeito imediato, que não faz falta mas carece de razão, para atribuir à vontade, sem que esta necessite obtê-la com agrados, o que seria, nos deveres, uma contradição. Essa apreciação dá, pois, a conhecer como dignidade o valor de uma tal disposição de espírito e põe-na infinitamente acima de todo o preço, com o qual não pode se pôr em confronto nem em cálculo comparativo sem de um modo ou de outro ferir a sua santidade.

“Kant, I. – Fundamentação Metafísica dos Costumes. pg 66″

Somente o amor libertará

•Julho 1, 2009 • Deixe um Comentário

Pense em ser imortal. Agora pense em como fazê-lo. Agora pense no amor, e em como amar. Pense no amor mais uma vez por que só ele liberta. Agora acredite nisso! Isso é Jesus Cristo; ele vive em nós.

Alive hit

•Junho 25, 2009 • Deixe um Comentário

Make a move
Move your chest
Do not stop
You are the next

Peace and love
And peace again
Close your eyes
Just feel your brain

It’s growing up
And moving fast
Come on, Come on
Do never rest

Horóscopo II – [Gêmeos I]

•Junho 25, 2009 • Deixe um Comentário

Gêmeos não é aquele que possui o intelect mais desenvolvido. Em compensação, são muito espertos para alguns assuntos que exigem mais vivência. Esse signo consegue aprender muito rápido aquilo que lhe chama atenção. Seja para conseguir um desconto ou para sair sem pagar, gêmeos consegue agir como alguém que, definitivamente, não é bobo. São bastante maduros quando estão em situações que podem se dar mal.
     Pessoas desse signo têm facilidade para socializar, mas se fecham logo quando não vão com a cara de alguém. Eles costumam ser muito safos e por isso conseguem identificar malícia muito facilmente. Chegam até a ser muito severos por causa disso. Gêmeos raramente muda de idéia em relação a alguém. Para gêmeos, a primeira impressão costuma ser a que fica.
     Lerdeza e dissimulação são as peculiaridades mais rejeitadas pelos geminianos. Não gostam de pessoas fria e adoram ser adulados. Para conquistá-los não há outra alternativa: é preciso ser autêntico e torcer para que eles aprovem.

Outras palavras

•Junho 22, 2009 • Deixe um Comentário

Viver por viver não faz o menor sentido.
É preciso ter um plano qualquer, um bom motivo.
Ajudar alguém, quem sabe se ajudar.
Encontrar um cotidiano, um amor e um lar.

De onde vêm os gênios?

•Maio 26, 2009 • 1 Comentário

Personalidades movem a humanidade passos adiante com suas idéias. O surgimento dessas personalidades, contudo, não parece obedecer a nenhum padrão lógico tais como a descendência genética e a similiaridade cultural ou profissional. Duas questões intrigantes surgiram para mim a partir destes fatos. A primeira é: “o que diferencia esses gênios dos demais humanos?”; a segunda é: “seria possível e viável que todos pudessem contribuir com considerável relevância?”.
     Esta segunda questão, ao meu ver, fora em parte abordada por A.H., em Admirável Mundo Novo. Nessa obra clássica de valor filosófico, social, político e econômico imensurável, o autor cita a tentativa de criar uma nação povoada somente por “humanos-alfa” na região onde hoje situa-se a Inglaterra. O resultado fora desastroso.
     A resposta possivelmente se repete em padrões por toda natureza em diversos aspectos. Vejo nesta situação um estreito paralelo entre a sociedade e a mente humana. A forma com que nossa mente funciona está adaptada para permitir que sobrevivamos, e só. Tudo mais é casual.
     O fato de sermos tão recheados de medos; a incapacidade de memorização plena; a necessidade urgente em obedecer nossos ipulsos primários. Tudo isso pode ser extremamente útil, biologicamente. As conseqüências, todavia, não são sempre bem vindas em outra escala.
     Ora, se essa relação é determinística então seria possível que a decifrássemos. Poderíamos, assim, criar gênios educando-os de forma específica ou através de mutações genéticas? Se sim, quais seriam as conseqüências de tais alterações?

Acharam o elo perdido

•Maio 20, 2009 • Deixe um Comentário

Não entendemos o funcionamento interno de um relógio, caso não sejamos relojoeiros. Da mesma forma, não entendemos o funcionamento interno do “mundo” – entenda isso não como o mundo físico em que vivemos (a Terra, a Via Láctea etc), mas como o caos inerente à natureza, suas leis físicas e as conseqüências dessas leis -, caso não sejamos Deus(es). Estamos, todavia, expostos a uma interface que resume suas operações em parâmetros que conseguimos ler. Nestas interfaces estão projetadas verdades eternas e imutáveis. Dissecar e entender essas verdades é como tentar descrever o funcionamento de um rádio e das peças que o compõem através somente da música que escutamos.
     Uma interface contém verdades sobre o tempo, principal dimensão física, responsável pelo limite: o começo; o fim; a luz e que esconde tantas outros axiomas naturais em suas entrelinhas. É o caso dos ponteiros do relógio. A outra esconde a origem e o propósito da vida; quem somos nós; quem não somos; as leis fundamentais da ética e da lógica.  É o caso dos fenômenos físico-químicos que regem o universo – leia: “a vontade de Deus”. Acreditar que seremos “salvos” pelo simples fato de acreditarmos em Deus é como olhar para um relógio e acreditarmos que, se tivermos fé que ele parará, ele realmente parará.

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Vamos degustar o mundo

•Maio 18, 2009 • Deixe um Comentário

Devemos ser tão maiores quanto pudermos. Devemos até nos ultrapassar. Isso mesmo. Devemos ser por dentro maiores do que por fora. Não podemos ser vistos por todos, pois nem todos olham pra dentro. Somente aqueles que possuem mais de cinco sentidos podem nos perceber. Eu os observo todos com um sentimento de pânico muito intenso, por não querer ser só. Mas não importa, não ter gêmeos tem suas vantagens. Por que nasci aqui, e agora?

Sobre ondas e mulheres

•Maio 18, 2009 • Deixe um Comentário

Elas parecem indiferentes e firmes, mas ao mesmo tempo flúidas e mutantes. Onde e quando irão estourar? Nós cremos piamente que as utilizamos para obter prazer e emoção; nos sentirmos vivos. Isto é, quando chegamos a nos questionar a respeito. Elas sabem que existimos, mas que diferença faríamos nós se não as atrapalhássemos em seus percursos, a não ser subtrair-lhes em beleza na escala de detalhes?
     Elas se comunicam tão bem umas com as outras. Muitas vezes se fortalecem, quando unidas. Multiplicam suas forças em volume e amplitude mutualmente. Outras vezes se anulam. Mas, não se enganem, elas não são nossas inimigas – muito pelo contrário. Ainda assim, quem ousaria combatê-las frente-a-frente como se fossem?
     É até engraçado ver todos aqueles minúsculos pontos se degladeando para se deixarem levar pelas curvas daquelas que vêm e passam. É engraçado também ver sua comemoração estonteante: seus braços levantarem-se firmemente e o bravo urro de vitória pra sinalizar sua conquista. Enquanto se reestabelecem, pensam: foi só mais uma, mas valeu a pena. Ou não, quando dão o máximo de si e não se envolvem o suficiente. Cospem, xingam. Patético!
     As mais maduras já estão melhores de se pegar, mas é preciso muito jogo de cintura pra se arriscar. Aquela postura e adornos escondem uma muralha de prazeres. As mais jovens costumam chamar mais atenção, por serem mais agressivas, talvez. São fáceis de criar primeiro contato, mas pouca virilidade faz com que elas logo sumam das vistas. Vão-se tão rapidamente quanto vieram e, pra trás, deixam apenas um vazio, juntamente com suspiros. Todos olham.
     O ato. O fim em si. Glória! Segundos que duram enquanto quisermos, em nossas mentes. Nada de teoria. Como cansa! Não se deixem enganar: vicia! E o melhor: depois de certo ponto não basta sentir prazer. É preciso dar prazer também! Entregar-se em tal escala que não há diferença entre seu corpo e o dela. Ela saberá quando isso aconteceu. Ela o procurará novamente, tenha certeza. Mas não importa quão bem saibamos como tudo funciona. Jamais saberemos o propósito da natureza. Por que elas são assim?

Horóscopo I – [Sagitário I]

•Maio 12, 2009 • Deixe um Comentário

Aquele que é regido pelo centauro está sempre a procura de uma “segunda casa”. Essa segunda casa funciona como um ambiente que os sagitarianos podem chamar de lar, sem que de fato passem todo tempo ali. Este ambiente pode se a casa de um grande amigo, a casa da namorada ou até um ambiente de trabalhos prazerosos (como o mar, para amantes da pescaria e surfistas, por exemplo). É necessário, todavia, que estes espaços estejam sempre sofrendo mutações. Deve-se lembrar que não é saudável aprisionar sagitarianos. O confinamento espiritual do sagitariano é seu ponto fraco; isso ele teme, e disso ele vai fugir. Espaços abertos, com muito verde e ventilação ou movimentados (como bares ou uma casa de uma grande família) são lugares que costumam cativar um sagitariano.

Justiça

•Maio 6, 2009 • Deixe um Comentário

As disputas verdadeiramente justas são aquelas em que o resultado é deicidido pelos próprios participantes. Somente esses podem possuir total conhecimento de todos os fatores que influenciam no julgamento.

tu és a diferença entre tu e tu mesmo

•Abril 28, 2009 • Deixe um Comentário

ή διαφορά εΐ μεταξύ σου και σύγε

A expansão é inevitável

•Abril 27, 2009 • Deixe um Comentário

O fenômeno de expandir-se acontece a todo momento, a medida que experimentamos um novo sabor, escutamos um novo som, apreciamos uma nova paisagem ou conhecemos novas pessoas. Mas expandir-se significa, dentre outras coisas, se expor a mais problemas. O pensamento racional logo nos levaria a concluir que, para nos livrarmos dos nossos problemas, deveríamos procurar tentar parar com a expansão de nosso ser. Mas não devemos nos esquecer que esse processo é inevitável. Seria muito improvável que conseguíssemos ser felizes sem que tivéssemos atingido um nível mínimo de expansão. Muito pelo contrário, o mais provável é que sejamos infelizes caso isso aconteça. O que devemos fazer é: estarmos preparados para nos expandir em determinados sentidos cujas problemáticas conseqüentes não sejam vistas por nós como fardos.

Then you think again

•Abril 22, 2009 • Deixe um Comentário

O Aprendiz – II

•Abril 22, 2009 • Deixe um Comentário

Sua vontade de ser feliz faz com que O Aprendiz observe todos ao seu redor; faz com que ele os imite. Parece-lhe, contudo, que mais longe do puro, do bom e do belo ele se encontra a medida que lê seus semelhantes. Que há de bom em entender as pessoas, pergunta-se sempre O Aprendiz, se há sempre um pouco de maldade em cada uma delas. O Aprendiz se satisfaz de humanidade, ele adora a gentileza, mas odeia a adulação e a simulação. Ele respeita tudo aquilo que vem do coração, tudo mesmo. Não há nada de errado em odiar, acredita O Aprendiz. Em sua mente, o ódio proteje nossos corações de afetos que certamente nos trariam mágoas e isso não lhe parece nada pecaminoso. O que há de errado em se protejer, indaga O Aprendiz sempre que desfere sentimentos.

Arrume as cadeiras

•Março 23, 2009 • Deixe um Comentário

Tem algo errado, eu não cabo em mim.

Rosa

•Janeiro 20, 2009 • 1 Comentário

É preciso desfrutar com satisfação o poder, é preciso ter certa crueldade, para aceitar a beleza e não se lamentar com o fato de que ela mesma faz sombra em tudo o mais. A exemplo de qualquer traço muito saliente que nos destaca e nos transforma em uma pessoa excepcional – e invejável, e detestável -, para aceitar nossa beleza, para aceitar o efeito que ela produz nos outros, para brincar com ela, para fazê-la render o máximo, o mais sensato é desenvolver o senso de humor.

Roth, Philip, 1933 – Pastoral Americana – São Paulo : Companhia das Letras, 1988. (pg 226)

Panis at Circensis

•Janeiro 20, 2009 • Deixe um Comentário

Sou, sozinho, uma geração inteira.

•Dezembro 18, 2008 • Deixe um Comentário

A perspectiva da eternidade não é uma perspectiva de um determinado lugar fora do mundo, tampouco o ponto de vista de um ser transcedente; é antes uma forma específica de pensamento e sentimento que as pessoas racionais podem adotar dentro do mundo. E, tendo feito isso, elas podem, qualquer que seja sua origem, unir num único projeto todas as perspectivas individuais e chegar juntas a princípios reguladores que podem ser afirmados por todos os que vivam de acordo com eles, cada um no seu canto. A pureza de coração, se for possível alcançá-la, consistirá em ver claramente e agir com graça e autodomínio a partir desse ponto de vista.

Manguel,  Alberto – O livro e os dias : um ano de leituras prazerozas – São Paulo : Companhia das Letras, 2005.

O Jovem Rei

•Dezembro 18, 2008 • Deixe um Comentário

A Avareza e a Morte observam uma multidão de homens labutando na lama. “São meu servos”, diz a Avareza, segurando na palma da mão três grãos de milho. A Morte propõe um acordo: por um grão de milho, ela deixará os homens em paz. A Avareza recusa, e a Morte liquida um terço deles. Três vezes a oferta é feita e três vezes ela é recusada. No final, não sobra um único homem vivo.

Manguel, Alberto – Os livros e os dias : um ano de leituras prazerosas – São Paulo : Companhia das Letras, 2005.

O Aprendiz – I

•Dezembro 15, 2008 • Deixe um Comentário

A vontade de querer do Aprendiz é muito mais urgente do que o próprio querer, seja ele qual for. Ele observa como algumas pessoas conseguem ser emocionalmente bem sucedidas sem desejar querer, e isso realmente o intriga. Parece até que elas já encontraram suas vocações antes mesmo de pensar em querê-las para si, mas isso não lhe soa nem de perto plausível. Como uma busca pode acabar antes de se conhecer o que se procura? O Aprendiz tem muito medo de que haja um limite de tempo para descobrir sua vocação e, o pior, que essa hora já tenha passado. Pra não mencionar o caso em que ele não seja capaz de dar cabo de seu destino. Seria muito assustador se seu propósito fosse apenas procurar o que realmente se quer. Imagino só quão frustante isso poderia se tornar quando, ao passar dos anos, ele se desse conta, a medida que realizasse sua “busca”, que essa tarefa não tem fim. Pobre Perseu.

K7

•Novembro 28, 2008 • Deixe um Comentário

A7

Esperava no cinema
E ela não apareceu
Me ligaram do hospital
Dizendo que ela morreu

D7 E7

Peguei minha lambreta
Fui correndo pra lá
O enfermeiro me disse
Overdose de chá

Me perguntei afinal
O que ela havia tomado
Camomila, cidreira
Ou outro tipo de mato

Fui no necrotério
Pra ver o corpo dela
Ela tava tão branca
Parecia uma vela

Comecei a chorar
Abracei o doutor
Quando eu menos esperava
Ela se levantou

Meu bem me explica
O que houve com você
Foi uma fita qualquer
De enlouquecer

Então vamos meu bem
Que estamos atrasados
Nosso filme no cinema
Deve ter começado

(Leite, Beterraba, Fahad)

Deep Inside

•Outubro 19, 2008 • Deixe um Comentário

‘What is this place’, was his very first question. He had never seen those colors’ sort, or listened such different frequencies. ‘Where did my skin go’, he asked then, wishing his mind had never landed. For some unknow reason he tried to remember what kind of creature he used to be, but he failed. ‘Whatever’, thought him, while the most gracious and greatest energy he had ever felt was pulsing inside him. He had no mission or purpose, but he knew if that sensation had still increased the infinite would have been closer than ever and all space and time would belong to him, because it would be him. Slowly, everything was starting to make sense; he could feel his nose and neck touching the cold, unconfortable floor. ‘What a pity’, thought him because the end was eminent, ‘What a pity’, thought him again when he noticed it could had never happened and will probably never happen again. When he opened his eyes every single detail arround him had changed. ‘What is this place’, was his very first question.

Conto X: parte I

•Setembro 25, 2008 • Deixe um Comentário

Era uma manhã nublada de 3174. O inverno já havia chegado e já não fazia tanto calor. Eu ainda sentia medo, mas há muitas semanas não sentia dores. Até parecia-me que os eurianos teriam, definitivamente, desistido da idéia de continuar essa guerra que parecia tão estúpida e inconseqüente. Todos sabiam que até o nosso petróleo havia acabado.
     Em alguns dias estaríamos finalmente rumando para oeste, o que me aflingia, pois eu realmente gosto da costa. De qualquer forma, já estava em tempo dos malditos suplimentos chegarem, ou pelo menos parte dele. Água que é bom, nada ainda.
     As nuvens gordas vindas do continente anunciavam calmaria e tempo agradável. Eu só não conseguia deixar de lembrar da mensagem que recebi ao acordar. Como de costume, após a ração consultei o sábio I Ching e, justamente nessa manhã, me deparo com as linhas LU. Cinqüenta e seis é seu número; o viajante. Acima: fogo, abaixo: quietude. Os signos não mentem nem se enganam. Os signos nunca mentiram ou se enganaram. “Nove na terceira posição significa: a hospedaria do viajante incendeia-se. Ele perde a perseverança de seu jovem servidor. Perigo.” Pensei, então, em preparar um cigarro ou dois.

A origem de todo mal

•Setembro 17, 2008 • Deixe um Comentário

O que acontece dentro de todas as pessoas de rosto bonito que se perdem em si ao se confundirem com sua capa? O que acontece também com as pessoas que se perdem na ignorância e acabam o percurso sem descobrirem-se a si? Será mesmo verdade, então, que solidão é força? E a loucura, ninguém nunca para pra temê-la? Já que nos perdemos na morte como nos perdemos na loucura, a loucura é morte em vida e, diferentemente de todas as outras coisas, não tem solução. Então refugiamo-nos nos outros – não! -, em suas falhas. Vasculhamos e deleitamo-nos na alma podre dos que não são santos nem filósofos. Dessa forma o amargo de nós mesmos não nos alcança. Mas como um músculo, sem amargo não tem dor, e não cresce. Dor é bom. Precisamos encarar nossas almas frente a frente e todos talvez saibam disso. O que não se sabe é que há uma aposta entre a sanidade e a besta fera que somos nós. Eu olho no olho pra não morrer de culpa.

Pastoral Americana

•Agosto 25, 2008 • Deixe um Comentário

Combatemos nossa superficialidade, nossa falta de profundidade, de modo a tentarmos nos aproximar dos outros livres de expectativas irreias, sem uma sobrecarga de preconceitos, esperanças, arrogância, da forma menos parecida com o avanço de um tanque, sem canhão, sem metralhadoras e sem chapas de aço de quinze centímetros de espessura; a gente se aproxima das pessoas da forma menos ameaçadora, de pés descalços, em vez de vir rasgando o capim com as esteiras do trator, recebe o que elas dizem com a mente aberta, como iguais, de homem para homem, como dizíamos antigamente, e mesmo assim a gente sempre acaba entendendo mal as pessoas. A gente pode também posuir o cérebro de um tanque. Já estamos entendendo errado as pessoas antes mesmo de encontrá-las , enquanto ainda estamos prevendo o que vai acontecer; entendemos errado enquanto estamos diante delas; e depois vamos para casa e contamos a alguém sobre o encontro, e de novo entendemos tudo errado. Uma vez que a mesma coisa acontece com os outros em relação a nós, tudo vira uma ilusão desnorteante, destituída de qualquer percepção, uma espantosa farsa de incompreensões. E, com tudo isso, o que é que vamos fazer a respeito dessa questão profundamente significativa que são as outras pessoas, que se vêem drenadas de toda a significação que julgamos ser a delas e adquirem, em vez disso, um significado burlesco, o que vamos fazer se estamos tão mal equipados para distinguir os movimentos interiores e os propósitos invisíveis uns dos outros? Será que todo o mundo devia trancar a porta de casa e ficar quieto, isolado, como fazem os escritores solitários, em uma cela a prova de som, invocando as pessoas por meio de palavras e depois sugerindo que essas pessoas feitas de palavras estão mais próximas das coisas reais do que as pessoas reais que deturpamos todos os dias com a nossa ignorância? Persiste o fato de que entender direito as pessoas não é uma coisa própria da vida, nem um pouco. Viver é entender as pessoas errado, entendê-las errado, errado e errado, para depois, reconsiderando tudo cuidadosamente, entender mais uma vez as pessoas errado. É assim que sabemos que continuamos vivos: estando errados. Talvez a melhor coisa fosse esquecer se estamos certos ou errados a respeito das pessoas e simplesmente ir vivendo do jeito que der. Mas se você é capaz de fazer isso… bem, boa sorte.

Roth, Philip, 1933 – Pastoral Americana – São Paulo : Companhia das Letras, 1988. (pg 47)

Vai

•Agosto 24, 2008 • Deixe um Comentário

Dentre lágrimas e urros, fico com o segundo muito bem, obrigado. Sei fazer bem de mim com meus punhos, não com as costas, pois essas trazem consigo todo o mal. Quero catar o cuspe daquele que me suja e quero retribuir o favor, melando-lhe não só de cuspe, mas de terra também. Pra que seja mais difícil se limpar, pra que a marca seja mais forte, pra que eu encrave na cabeça e no coração do infeliz como se fosse espinho, que não se pode tirar mas não se deixa esquecer, machucando toda vez que o coração bate, até padecer. Prefiro ser espinho porque é melhor do que ser coração. Porque espinho não sente dor, e machucar só deve ser ruim pra quem sente a penitência. Vou ser a faca que se esmurra. Vou ser agressivo, e que as conseqüências me atinjam. Mas que eu atinja primeiro.

q2

•Julho 29, 2008 • Deixe um Comentário

Tudo que não é proibido, é permitido?

q1

•Julho 29, 2008 • Deixe um Comentário

Se o seguro morreu de velho, do que morreu aquele que o estava segurando?

Filosofia da Mente

•Julho 25, 2008 • Deixe um Comentário

O jogo de xadrez tem uma realidade independente do material que utilizamos para fazer as peças e o tabuleiro. Mas não haveria jogo de xadrez se não dispuséssemos de algum material para representar o tabuleiro, as peças, e as regras. Não podemos suprimir inteiramente o material com o qual construimos um tabuleiro e suas peças, mas podemos variá-lo quase indefinidamente. Ademais, as regras e estratégias do xadrez não serão redutíveis ao marfim se as peças forem desse material, tão pouco ao plástico se elas forem de plástico e assim por diante.
     Façamos agora uma analogia entre jogo de xadrez e a mente. A idéia do funcionalista é que a mente não se reduz ao cérebro, da mesma maneira que as regras e estratégias não se reduzem a composição físico-química do tabuleiro e das peças. O cérebro instancia uma mente, mas essa não é o cérebro nem se reduz a ele. Podemos agora perceber por que os pesquisadores de inteligência artifical apoiaram o funcionalismo, pios se tratava de apoiar a possibilidade de replicação mecânica de segmentos da atividade mental humana por dispositivos que não têm a mesma arquitetura nem a mesma composição lógica do cérebro.
     [...] Dois computadore podem diferir fisicamente um do outro, mas isso não impede que eles possam rodar o mesmo software. Inversamente, dois computadores podem ser idênticos do ponto de vista físico, mas realizar tarefas inteiramente distintas se seus softwares forem diferentes. A mesma analogia vale para mentes e organismos: um mesmo papel funcional que caracteriza um determinado estado mental pode se instanciar em criaturas com sistemas nervosos completamente diferentes. Um marciano pode ter um sistema completamente diferente do meu, mas, se ele puder executar as mesmas funções que o meu, o marciano terá uma vida mental igual a minha. Isso é uma conseqüência do materialismo não-reducionista: um rádio (hardware) toca uma música (software); a música e o aparelho de rádio são coisas distintas irredutiveis uma a outra, embora ambas sejam necessárias para que possamos ouvir uma música. Nunca poderemos descrever o que o rádio está tocando através do estudo das peças que o compõe.

TEIXEIRA J. de F. Filosofia da Mente: Neurociência, Cognição e Comportamento. São Carlos: Claraluz, 2005.

Keep Rocking

•Julho 24, 2008 • Deixe um Comentário

Ever tried.
Ever failed.
No matter.
Try again.
Fail again.
Fail better.

(Samuel Beckett, “Worstward Ho”, 1983.)

Uma tonelada

•Junho 15, 2008 • Deixe um Comentário

Sou novoromano. Sou bravoguerreiro. Nasci pernambucano, terra de altos coqueiros.

Utopia

•Maio 14, 2008 • 1 Comentário

Imagine yourself
Controlling the life
And everything else
You think is allowed.

You bet I would change
The laws of phisics,
Astronomy, chemistry
And mathematics.

Giant purple roses,
Sweet grapes in trees
Growing for free
From instant seeds.

I could also fix
Their minds so “retro”
And the bitter imperfect
Natural flow.

Perhaps travel in time
Looking for something new
With my powerful fourth
Dimensional view.

No more than you’re needing,
No less than you’re wishing
Nations in peace
Together living.

This could be my world
And everyone else’s
If I had control
Over the whole Universe.

Computadores fazem arte

•Março 6, 2007 • Deixe um Comentário

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Pedras e paus

•Fevereiro 12, 2007 • Deixe um Comentário

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Vivemos a beira de um colapso e está na hora de repensar. Pensar novamente sobre o sistema, que deveria se adaptar a vida dos homens, não o contrário.
     Quinhentos anos atrás, assim que o capitalismo começara a ser adotado, não ultrapassávamos 500 milhões de habitantes. Após quatro eras¹ de enraizamento desse sistema voraz novos continentes foram explorados e habitados; a ciência, em detrimento da mitologia, passou a guiar os homens; passamos por duas guerras mundiais e outros tantos conflitos bélicos. Tudo isso significa: a técnica e a informação passaram por violentas revoluções e o homem que pisa hoje sobre o planeta quase não se parece com aquele de duzentas gerações anteriores. A população global aumentou trezentos por cento. Produzimos mais alimentos? sim! Mas vivemos em um meio ambiente limitadíssimo: a Terra. Estamos com pressa de quê?

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¹: comercial, industrial, monopolista-financeiro, técnico-informacional

Do vício ao ócio

•Novembro 15, 2006 • 2 Comentários

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Observe

•Novembro 14, 2006 • Deixe um Comentário

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